Na manhã desta sexta-feira (13), a Polícia Federal prendeu Gilson Machado, ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, em Recife (PE). Ele é suspeito de tentar emitir um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de facilitar sua saída do Brasil.
A investigação aponta que Machado teria tentado interceder junto ao Consulado de Portugal em Recife, em maio de 2025, para viabilizar a documentação estrangeira de Cid. Embora não tenha conseguido emitir o passaporte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considera a iniciativa grave e indicativa de obstrução da Justiça.
Cid é réu e delator no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado de 2022, e sua possível fuga poderia comprometer o andamento das investigações. A PGR também levantou a possibilidade de Machado buscar outros canais diplomáticos para viabilizar a saída do militar, o que justificou o pedido de prisão preventiva.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão de Machado, além da busca e apreensão e da quebra de sigilos telefônico e telemático do ex-ministro. Até o momento, Machado não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
A defesa de Mauro Cid nega que ele tenha tentado deixar o Brasil e afirma que não há provas concretas de um plano de fuga. O caso segue em investigação, e novas informações podem surgir nas próximas horas.
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