Agentes de saúde paralisam atividades em Campina Grande e cobram salários e 13º atrasado da Prefeitura

Mesmo sob chuva, agentes comunitários de saúde e de combate a endemias de Campina Grande realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (8), em frente ao gabinete do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil). A categoria cruzou os braços em ato de paralisação, reivindicando o pagamento do salário de junho, a primeira parcela do 13º salário e o cumprimento do calendário de pagamentos previamente divulgado pela gestão municipal.

A mobilização começou por volta das 9h e foi liderada por representantes sindicais, que denunciaram o atraso no pagamento e o descumprimento recorrente do calendário oficial.

“O salário deveria ter sido pago até o último dia útil de junho. Isso não aconteceu. Hoje tivemos a informação de que o pagamento foi feito, mas seguimos mobilizados até que tudo esteja regularizado, inclusive a antecipação do 13º para quem optou”, afirmou o diretor sindical Mayron Alves.

Prefeitura confirma pagamento com atraso

Em nota oficial divulgada durante o protesto, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os salários de junho foram creditados nas contas dos servidores nesta terça-feira. A gestão, porém, não detalhou se a primeira parcela do 13º salário foi efetivamente paga aos trabalhadores que solicitaram a antecipação.

Reclamações sobre atrasos recorrentes

O sindicato que representa a categoria aponta que os atrasos se tornaram uma prática recorrente ao longo do último ano, gerando insegurança entre os profissionais. Ainda segundo a entidade, a prefeitura alega dificuldades administrativas e uma suposta “reestruturação interna” no sistema de folha de pagamento.

“Nós nos planejamos com base no calendário oficial divulgado pela própria prefeitura. A quebra desse compromisso prejudica não só os trabalhadores, mas o atendimento à população”, completou Mayron.

Mesmo com o pagamento anunciado, a categoria decidiu manter o estado de mobilização até que todas as pendências sejam regularizadas. Os agentes não descartam novas paralisações nos próximos dias, caso a situação volte a se repetir.

A prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pagamento da primeira parcela do 13º nem apresentou previsão para a resolução dos problemas técnicos alegados no sistema de folha.

Fonte83