A morte da jovem Ellen Tuanne, de 20 anos, gerou comoção e dúvidas sobre a conduta médica adotada durante seu atendimento. Segundo a declaração de óbito divulgada nesta quinta-feira (13), Ellen faleceu em decorrência de choque séptico causado por gangrena gasosa — uma infecção grave e rara que afeta os tecidos do corpo. A causa oficial contradiz a versão inicial que atribuía o óbito a uma reação alérgica após o consumo de caranguejo durante um almoço em família no último domingo (9).
Tratamento inicial e agravamento do quadro
De acordo com informações obtidas pelo repórter Geovan Silva, Ellen foi inicialmente atendida com adrenalina, anti-inflamatório e antialérgico, apresentando melhora clínica. No entanto, no dia seguinte, ela retornou à unidade de saúde com dores intensas no local da aplicação. A médica plantonista administrou morfina e, diante da agitação da paciente, ofereceu Diazepam, com o consentimento de Ellen. Após o uso das medicações, seu estado de saúde se deteriorou rapidamente.
Transferências e falecimento
Após ser levada para casa, Ellen foi transferida ao Hospital Regional de Guarabira e, em seguida, encaminhada ao Hospital de Trauma de João Pessoa. Durante o trajeto, passou cerca de 30 minutos em uma unidade de atendimento antes de ser devolvida ao hospital de origem. No percurso, sofreu três convulsões e faleceu dentro da ambulância.
Investigação e silêncio dos profissionais
Os médicos envolvidos no atendimento preferiram não se identificar. Em nota, a direção do Hospital Frei Damião, localizado em Lagoa de Dentro, anunciou a abertura de um procedimento interno para apurar a conduta dos profissionais de saúde que participaram do caso.
A morte de Ellen Tuanne levanta preocupações sobre os protocolos de atendimento emergencial e a agilidade na transferência de pacientes em estado crítico. Familiares e a comunidade aguardam esclarecimentos sobre possíveis falhas que possam ter contribuído para o desfecho trágico.
