Frequências Ocultas: A Estranha Obsessão de Jeffrey Epstein por Rádio

A divulgação de novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) trouxe à tona um detalhe pouco discutido, mas revelador, sobre a vida privada de Jeffrey Epstein: seu profundo interesse por tecnologias de rádio e comunicações de longo alcance.
Além da Internet: O Domínio das Ondas Curtas
Enquanto o mundo se digitalizava, Epstein mantinha um pé no analógico. Ele detinha uma licença oficial da FCC (Comissão Federal de Comunicações) para operar uma estação de rádio de ondas curtas em sua ilha particular, Little Saint James. Diferente do rádio comum, as ondas curtas podem viajar por milhares de quilômetros, atravessando oceanos e fronteiras sem a necessidade de infraestrutura de satélite ou internet.
Uma Paixão que Começou na Infância
Esse interesse não era casual. Registros do Interlochen Center of the Arts mostram que, já aos 14 anos, Epstein participava de programas voltados para o rádio. Essa inclinação técnica o acompanhou até a vida adulta, manifestando-se de formas variadas:
  • Investimentos no Caribe: Ele tentou adquirir a estação WVWI em St. Thomas e financiou a criação da WUVI-LP, a primeira rádio universitária das Ilhas Virgens.
  • Exigências Tecnológicas: E-mails revelam que ele exigia sistemas de rádio específicos em seus carros de luxo, mesmo na Europa, e era um usuário assíduo da SiriusXM.
Do Rádio aos Satélites
A obsessão pelas frequências não parava no rádio amador. Epstein atuou como consultor estratégico para a OneWeb, uma das principais concorrentes da Starlink de Elon Musk no setor de internet via satélite.
Para os investigadores, esse interesse levanta questões sobre a autonomia comunicativa que ele buscava em suas propriedades isoladas. Para o público, é mais uma peça no complexo e sombrio quebra-cabeça de um homem que investia pesado em formas de comunicação que operavam fora do radar convencional.
Blog do Léo Ferreira
Fontes de Pesquisa: