Sem carteiros e com portas quase fechadas, Correios colapsam e viram pesadelo para moradores de Lagoa de Dentro

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LAGOA DE DENTRO (PB) – O direito básico de receber uma correspondência ou uma encomenda virou item de luxo para a população de Lagoa de Dentro, no Agreste paraibano. Há meses, o município enfrenta um verdadeiro colapso nos serviços prestados pelos Correios. Sem nenhum carteiro atuando na cidade, com atendimento precário e horário de funcionamento severamente reduzido, a agência local tornou-se o reflexo do descaso, acumulando prejuízos, indignação e mercadorias perdidas.

A rotina dos moradores agora é marcada por filas e incertezas. Sem a entrega domiciliar, a população é forçada a se deslocar até a agência, onde se depara com portas fechadas na maior parte do dia e a ausência de profissionais especializados para responder pelas demandas.

Caos no atendimento e prejuízos no bolso

O gargalo no atendimento gerou uma reação em cadeia que afeta diretamente a economia e a rotina da cidade:

  • Extravio e devolução indevida: Sem equipe para gerenciar o volume de cargas, centenas de encomendas estão sendo devolvidas aos remetentes sob a justificativa de “prazo expirado”, sem que o destinatário tenha sido notificado. Outras simplesmente desaparecem do sistema.

  • Fim dos serviços tradicionais: Envio de cartas registradas, pagamento de contas e postagens simples tornaram-se tarefas quase impossíveis devido ao atendimento limitado e desestruturado.

  • Horários invisíveis: A agência opera em ritmo reduzido, pegando os usuários de surpresa com horários de portas abertas incertos e insuficientes para suprir a demanda diária.

“A gente compra pela internet porque precisa, mas o produto chega na cidade e volta porque não tem quem entregue. Quando tentamos buscar na agência, o horário é reduzido ou o sistema está fora do ar. É uma falta de respeito com o cidadão”, desabafa um morador local sob anonimato.

A situação em Lagoa de Dentro exige uma resposta urgente da Superintendência Estadual dos Correios. Enquanto contratações e reestruturações não saem do papel, a população segue refém de um serviço público essencial que funciona apenas no nome, cobrando tarifas cheias por entregas que nunca chegam ao seu destino.